O título acima bem que poderia ser o tema de um chorinho. Mas da música que vou falar, de choro só tem o belo e espontâneo improviso de quando se misturam dois talentos, um virtuoso no violão e outro com dedos mágicos, libertinos descaradamente feliz em brincar com as teclas do piano, como deve ser toda a alegria de quem faz o que gosta. O resultado, para quem vê e ouve é indescritível. Falo do show de Murillo Da Rós (violão) e Gilson Peranzzetta, um mestre do piano, que aconteceu no Paço da Liberdade, em Curitiba, no dia 26 de janeiro.
Saí do Cristo Rei, distante uns 4 km do Paço da Liberdade, para uma caminhada até o local do show, com meia hora de antecedência. O frio e a garoa típica de Curitiba apressaram meus passos. Fui caminhando pela Pe. Germano Mayer até a XV, por onde desci até a praça Santos Andrade, seguindo para a Praça José Borges de Macedo, onde cheguei pontualmente seis horas da tarde, a tempo de entrar no belíssimo prédio da antiga prefeitura – que depois abrigou o Museu Paranaense – e ver o show. Cansado da caminhada, ainda tive o privilégio de entrar pelos fundos e fotografar as mitológicas mãos de Gilson Peranzzetta (explico porque mãos mitológicas em outro post e depois que conseguir autorização do músico, já que trata-se de uma história fantástica e quem me contou, sob olhares desconfiados de Peranzzetta, foi Murillo).
Nenhuma das músicas eram inéditas, já foram tocadas pelos dois e por Da Rós no lançamento do CD Fênix, mas a mistura da brasilidade e improvisos de Gilson e do vigoroso flamenco jazzístico de Murillo inovou as peças de forma transcendental. Para minha sorte – e a dos leitores deste blog,obviamente – é que o show foi inteiramente gravado em vídeo que devo postar em breve. Necessário será, inclusive, para que se tenha uma ideia do que foi o show sem os olhos empolgados do blogueiro.
Depois do show, tive uma longa conversa com Murillo, Gilson e a produtora Renata Zarpellon, mas isso também será assunto para uma nova postagem.
Não posso deixar de citar as excelentes performances do percussionista Luciano Madalozzo e do baixista Glauco Solter, que podem ser conferidas no vídeo abaixo.
VÍDEO
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